Informações: Jornal Noticias do Dia. Edição impressa de 21/10/2009.
Adaptação: Gustavo Campos e Romney Alves
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A Rodoviária de Joinville, referência de passagem de linhas intermunicipias, interestaduais e internacionais, vem sofrendo nos últimos anos um grande descaso pela parte dos órgãos que a administram. Por dia circulam até 300 ônibus e 5 mil passageiros circulam no local e mesmo assim o Terminal ainda não conta com caixas eletrônicos, e para a utilização dos sanitários é cobrada uma taxa "simbólica" de R$ 1,25. Além disso, a má conservação é visível em suas fachadas e a falta de fiscalização é tamanha, que ela vem servindo de abrigo para mendigos todas as noites. Tendo de agir como policiais, os fiscais da Rodoviária passam boa parte de seu tempo controlando o acesso dos "bebuns" deixando assim auxiliar no embarque e desembarque dos passageiros dos ônibus.
Esse foi um dos motivos para que no último dia 12, alguns passageiros ficassem sem assistência, enquanto o ônibus que aguardavam não chegava, a espera durou três horas. O fato se agravou pois a Viação Sudoeste não deu a menor assistência a seus clientes, eles ainda reclamaram da inexistência de fraldários, insegurança e falta de estrutura na Rodoviária Harold Nielson. O ônibus da empresa, com placa de Francisco Beltrão, só saiu da rodoviária após as 23h, mas somente pelo fato do motorista ter tomado as providências para reparar o veículo.
Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) a empresa deveria dar assistência aos seus clientes após uma hora de atraso, fornecendo lanches, e após três horas deveria garantir estadia aos passageiros. O mais correto seria embarcar os passageiros em outra empresa.
Nos últimos anos, a Rodoviária de Joinville só regrediu, um exemplo é a desativação do posto policial local, e de uma Banca de Jornais. Com a polícia fora da Rodoviária, tumultos ficam difíceis de serem controlados, como o que aconteceu em um certo dia, onde um homem pretendia depredar o guichê da Auto Viação Catarinense, sem a polícia no local a situação teve de ser controlada pelos próprios fiscais, já que a força policial só chegou ao local 20 minutos depois. De acordo com a Conurb, orgão responsável responsável pela Rodoviária, com relação a desativação do posto policial, foi a própria Polícia Militar quem adotou o procedimento, fazendo assim a patrulha do local com uma viatura.
Em relação as problemas de infra estrutura e segurança, há previsão de instalação de câmeras de vigilância e em alguns dias deverá sair a edital para contratação de empresa para reforma do telhado, reparos na parte elétrica e da pintura do prédio, além de que a taxa de R$1,25 para a utilização dos banheiros que a partir de 1º de janeiro de 2010 não será mais cobrada.
E nos próximos dias, o primeiro caixa eletrônico do Terminal Rodoviário deve entrar em operação. Foi fechado contrato com a Caixa Econômica Federal e estuda-se contrato com o Banco do Brasil. É aguardar para ver se as providências serão tomadas, pois a maior cidade catarinense não pode ter sua principal porta de entrada, jogada as moscas.